Olha o friiooo! Receitas Pastosas pra aquecer! #porumpastosomelhor

Em grande parte do Brasil entra hoje uma frente fria daquelas… Aqui no Sul os termômetros baixarão MUITO a temperatura esta semana, algumas cidades terão temperaturas negativas, então a gente logo pensa naquela comida que aquece corpo e alma, não é!??

Pra facilitar e inspirar uma refeição quentinha pro paciente disfágico, deixarei aqui os links para algumas receitas reconfortantes, que já postei aqui no Blog.

A partir de amanhã estarei postando novas receitas pra aquecer o esqueleto!!! Brrrrrr

Aproveita e faz aí para seu familiar e toda a família, ou indica o Blog pro seu paciente 😉

Creme de Alho Poró – Receita aqui

Sopa Creme de Moranga – Receita aqui

Creme de Aspargos – Receita aqui

Sopa de Cenoura, Mel e Gengibre – Receita aqui

Sopa de Ervilha e Bacon – Receita aqui

Entendendo o Problema: Disfagia – E agora??!

Nesta série de posts com intuito de levar mais informação a respeito da disfagia, já abordei o conceito de Disfagia (aqui), os sinais para reconhecimento do problema (aqui), falei sobre o grande problema que é a Aspiração e a Asfixia (aqui) e mostrei ainda um vídeo que mostra a Deglutição Normal x  Disfagia (aqui). Confere os links acima se você perdeu algum post até agora.

Você ou seu familiar recebeu o disgnóstico de Disfagia? E agora?!

Após receber o diagnóstico de Disfagia, o paciente irá receber a indicação de um tratamento que será definido e realizado por um(a) fonoaudiólogo(a). O tipo de tratamento irá variar de acordo com as dificuldades e necessidades de cada paciente e abrange desde técnicas e exercícios para melhora da deglutição, até a adaptação da consistência dos alimentos e/ou necessidade de uso de via alternativa para alimentação (sonda).

No manejo da disfagia, um dos principais aspectos é a modificação da dieta. Adaptações serão feitas para garantir a SEGURANÇA (diminuir o risco de complicações respiratórias, por exemplo) e a EFICÁCIA (manter um ótimo nível de nutrição e hidratação) na deglutição.

Se o paciente permanecer se alimentando por Via Oral, modificações podem ser feitas tanto nos alimentos sólidos quanto nos líquidos. Em alguns países, existe uma nomenclatura padronizada e descrições a respeito dessa modificação. Aqui no Brasil ainda não temos esse padrão, mas via de regra se utiliza a modificação para as consistências:

Pastosa Fina, Pastosa Grossa e Semi-Sólido para os alimentos sólidos;

Líquido Fino, Líquido Espessado e Líquido Grosso para os líquidos (também muito utilizado o Néctar, Honey e Pudim).

O fonoaudiólogo (a) que irá orientar qual consistência(s) será mais segura para cada caso, bem como deve orientar como deve ser feita a modificação de forma que a consistência fique bem entendida e possa assim ser bem administrada.  Para as consistências que são PASTOSAS é importante que todo alimento fique com a consistência homogênea, lisa e sem grumos…Falaremos mais sobre isso em outro post!

O importante é encarar esta modificação na dieta como algo positivo, que irá facilitar a deglutição da pessoa com disfagia. Aqui você pode conferir dicas para fazer um #pastosomelhor!

 

♦ As informações contidas neste Blog têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas ou outros especialistas. Se tiver alguma dúvida, procure um dos profissionais.

Falando sobre Dieta Pastosa -Dicas para um pastoso melhor!

Para o paciente disfágico e seus familiares, receber o diagnóstico de Disfagia e da necessidade de alterar sua alimentação para uma Dieta Pastosa, provoca um sentimento assustador e a rotina das refeições pode se tornar um momento de grande ansiedade e dificuldades. Esclarecimento e orientação de forma adequada para realizar essa alteração na alimentação são fundamentais para um sucesso no gerenciamento da disfagia. Por isso, hoje trago algumas dicas importantes para esse momento ser mais tranquilo para o paciente, seus familiares e cuidadores envolvidos com sua alimentação.

1 – Paciência e palavras encorajadoras em relação à dieta pastosa faz com que o paciente disfágico se sinta mais confortável com a alimentação.

2 – Por favor, não chame a Dieta Pastosa de comida de bebê!

3 – Faça uma lista das comidas preferidas do paciente e procure sempre incluir nas refeições no dia-a-dia.

4 – Se organize e planeje as refeições para a semana para facilitar o preparo das refeições. Faça uma programação do que deve ser feito para a semana ou para 15 dias.

5- É possível incluir pratos no seu planejamento que possam ser os mesmos do cardápio familiar e serem triturados somente a porção do paciente. Isso facilita muito para quem cozinha.

6 – Separe um dia para cozinhar quantidades maiores de alguns pratos selecionados e congele em potes pequenos várias porções para facilitar o dia-a-dia.

7 – Não esqueça de etiquetar os potes que vão ao congelador, pois os pastosos podem ficar com cores parecidas e você não saberá o que é depois. Coloque a data também!

8 – Para organizar ainda mais e facilitar o planejamento das refeições, tenha à mão uma lista dos itens que você tem congelado, assim pode mesclar alguns itens congelados e preparar alguns na hora da refeição.

9 – Organize o ambiente para ser convidativo às refeições. Um ambiente tranquilo, livre de distrações; servir as refeições na mesa, junto aos familiares; caprichar na apresentação do prato, entre outras coisas, auxilia a deixar as refeições mais agradáveis.

10 – Deixe o paciente ver e sentir os cheiros da sua comida antes de começar a comer. Explique o que há no prato, se necessário.

11 – Sempre, sempre, sirva os alimentos separados. Cada alimento tem sua cor e seu sabor. Mantenha isso para que o paciente possa identificar o que está comendo. É claro que incluir sopas e cremes, onde tudo é batido junto também faz parte da Dieta Pastosa, só não pode ser feita somente disso!

12 – Assim como para qualquer pessoa – variação é tudo! Não caia na monotonia!

Foto: Google Images